21 de novembro de 2015

Hoje foi um daqueles dias em que seria melhor se não falasse dele. Tinha pensado tanta coisa para fazer e simplesmente não fiz absolutamente nada. Sim eu devia ter vergonha de admitir isto, mas acho que todos temos desses dias.
Não me senti com forças para nada, felizmente passei o dia sozinha, porque de outra forma a minha culpa seria megamente ampliada pelo olhar acusador da minha mãe.
Para ser sincera já me comecei a sentir assim um peso morto ontem à tarde, mas hoje foi mesmo o dia em que por mais coisas que eu queria ter feito o meu cérebro insiste em dizer-me que é inútil fazê-las porque sou uma inútil, não eu não penso assim todos os dias, há dias em que o meu cérebro me convence que sou a melhor, mas depois a seguir insiste que sou uma lontra de sofá e que é no sofá que devo ficar.
Podia ter ficado a ver um filme e a comer pipocas mas é que nem pipocas me apetece comer, quer dizer, hoje tive que me obrigar a levantar para ir fazer o almoço porque se eu esperasse até ter fome estava tudo estragado.
Eu admiro mesmo muito aquelas pessoas que parece que têm sempre energia para tudo e só estão bem a sapatinhar de um lado para o outro. 'Migos! Qual o vosso truque!?
Acho que me estou a deixar levar pelo stress, outra vez, é que eu sinto-me tão absorvida pelos trabalhos que não sei por onde começar, e nem são tantos assim, já tive mais, e se calhar é mesmo esse o meu problema, não ter tanto trabalho que precisa constantemente de ser entregue e de ter feedback, eu nem me sinto creactiva, é como se nevoeiro espesso me tivesse a baralhar os pensamentos e as ideias. Preciso de uma nova perspectiva, acho que a minha vista já está entranhada na rotina e não consigo ver nada de novo. Sim, é isso mesmo que eu preciso, mudar a minha rotina. Ajustá-la para conseguir mandar embora o nevoeiro, eu gosto de rotina mas ao mesmo tempo sinto-me tão entediada por ela, se calhar não preciso de uma rotina, preciso do meu ritmo.

15 de novembro de 2015

Tenho um problema, é estúpido, mas é um problema, e bastante sério para mim.
Até à pouco tempo eu dividia os meus quartos com a minha irmã. Mas ela quis ter o seu próprio quarto (de novo) e então a minha mãe fez-lhe o favor e separou as nossas coisas, e em vez de dois passei a ter um quarto. O problema é que eu não consigo estar no meu quarto.
Odeio como ele está, não o consigo sentir como se fosse meu, e das poucas vezes que dormi lá acabei por me sentir mal durante a noite, não durmo bem quando não me sinto mal, e eu basicamente só entro no meu quarto para me vestir.
Mas sempre que eu tento ver procurar uma forma de melhorar o espaço eu não consigo arranjar uma solução, é como se eu estivesse presa à forma como colocaram a mobília, estou constantemente a procurar maneiras de mudar pequenos detalhes, o que só ajuda or momentos, depois já odeio tudo outra vez.
E não aguento com ninguém a mexer nas coisas, sinto que é algo que eu tenho que fazer, para sentir que é o meu espaço, porque neste momento não é.

1 de novembro de 2015

Às vezes eu dou por mim a desejar que o tempo voltasse para trás, queria que a minha irmã estivesse comigo todos os dias, queria que as pessoas que me magoaram não o tivessem feito, queria aproveitar melhor as coisas em geral, ser mais inteligente do que era na altura.
Mas eu não posso fazer o relógio voltar atrás, tenho que me limitar a aceitar que essas coisas aconteceram. Boas ou más eu aprendi alguma coisa com elas e cresci um pouco mais, eu olho para os últimos anos e parece que a minha vida deu uma volta enorme mas ao mesmo tempo continua igual, antes eu pensava "eu tenho tempo" agora eu penso "será que já não é tarde?" é interessante como um curto espaço de tempo nos faz pensar se estamos a fazer a coisa certa.
Quer dizer, eu sei que estou a fazer a coisa certa, mas há outras coisas que eu gostava de fazer, mas se calhar já é tarde para ir atrás delas, para as realizar. Acho que Novembro me faz sentir um pouco sem esperança, por ver mais um ano a acabar, e parece que tenho mais arrependimentos do que momentos para me orgulhar.