Hoje foi um daqueles dias em que seria melhor se não falasse dele. Tinha pensado tanta coisa para fazer e simplesmente não fiz absolutamente nada. Sim eu devia ter vergonha de admitir isto, mas acho que todos temos desses dias.
Não me senti com forças para nada, felizmente passei o dia sozinha, porque de outra forma a minha culpa seria megamente ampliada pelo olhar acusador da minha mãe.
Para ser sincera já me comecei a sentir assim um peso morto ontem à tarde, mas hoje foi mesmo o dia em que por mais coisas que eu queria ter feito o meu cérebro insiste em dizer-me que é inútil fazê-las porque sou uma inútil, não eu não penso assim todos os dias, há dias em que o meu cérebro me convence que sou a melhor, mas depois a seguir insiste que sou uma lontra de sofá e que é no sofá que devo ficar.
Podia ter ficado a ver um filme e a comer pipocas mas é que nem pipocas me apetece comer, quer dizer, hoje tive que me obrigar a levantar para ir fazer o almoço porque se eu esperasse até ter fome estava tudo estragado.
Eu admiro mesmo muito aquelas pessoas que parece que têm sempre energia para tudo e só estão bem a sapatinhar de um lado para o outro. 'Migos! Qual o vosso truque!?
Acho que me estou a deixar levar pelo stress, outra vez, é que eu sinto-me tão absorvida pelos trabalhos que não sei por onde começar, e nem são tantos assim, já tive mais, e se calhar é mesmo esse o meu problema, não ter tanto trabalho que precisa constantemente de ser entregue e de ter feedback, eu nem me sinto creactiva, é como se nevoeiro espesso me tivesse a baralhar os pensamentos e as ideias. Preciso de uma nova perspectiva, acho que a minha vista já está entranhada na rotina e não consigo ver nada de novo. Sim, é isso mesmo que eu preciso, mudar a minha rotina. Ajustá-la para conseguir mandar embora o nevoeiro, eu gosto de rotina mas ao mesmo tempo sinto-me tão entediada por ela, se calhar não preciso de uma rotina, preciso do meu ritmo.
Escritas de Tempos Ocupados
Tempos tão ocupados que não há tempo para escritas.
21 de novembro de 2015
15 de novembro de 2015
Tenho um problema, é estúpido, mas é um problema, e bastante sério para mim.
Até à pouco tempo eu dividia os meus quartos com a minha irmã. Mas ela quis ter o seu próprio quarto (de novo) e então a minha mãe fez-lhe o favor e separou as nossas coisas, e em vez de dois passei a ter um quarto. O problema é que eu não consigo estar no meu quarto.
Odeio como ele está, não o consigo sentir como se fosse meu, e das poucas vezes que dormi lá acabei por me sentir mal durante a noite, não durmo bem quando não me sinto mal, e eu basicamente só entro no meu quarto para me vestir.
Mas sempre que eu tento ver procurar uma forma de melhorar o espaço eu não consigo arranjar uma solução, é como se eu estivesse presa à forma como colocaram a mobília, estou constantemente a procurar maneiras de mudar pequenos detalhes, o que só ajuda or momentos, depois já odeio tudo outra vez.
E não aguento com ninguém a mexer nas coisas, sinto que é algo que eu tenho que fazer, para sentir que é o meu espaço, porque neste momento não é.
Até à pouco tempo eu dividia os meus quartos com a minha irmã. Mas ela quis ter o seu próprio quarto (de novo) e então a minha mãe fez-lhe o favor e separou as nossas coisas, e em vez de dois passei a ter um quarto. O problema é que eu não consigo estar no meu quarto.
Odeio como ele está, não o consigo sentir como se fosse meu, e das poucas vezes que dormi lá acabei por me sentir mal durante a noite, não durmo bem quando não me sinto mal, e eu basicamente só entro no meu quarto para me vestir.
Mas sempre que eu tento ver procurar uma forma de melhorar o espaço eu não consigo arranjar uma solução, é como se eu estivesse presa à forma como colocaram a mobília, estou constantemente a procurar maneiras de mudar pequenos detalhes, o que só ajuda or momentos, depois já odeio tudo outra vez.
E não aguento com ninguém a mexer nas coisas, sinto que é algo que eu tenho que fazer, para sentir que é o meu espaço, porque neste momento não é.
1 de novembro de 2015
Às vezes eu dou por mim a desejar que o tempo voltasse para trás, queria que a minha irmã estivesse comigo todos os dias, queria que as pessoas que me magoaram não o tivessem feito, queria aproveitar melhor as coisas em geral, ser mais inteligente do que era na altura.
Mas eu não posso fazer o relógio voltar atrás, tenho que me limitar a aceitar que essas coisas aconteceram. Boas ou más eu aprendi alguma coisa com elas e cresci um pouco mais, eu olho para os últimos anos e parece que a minha vida deu uma volta enorme mas ao mesmo tempo continua igual, antes eu pensava "eu tenho tempo" agora eu penso "será que já não é tarde?" é interessante como um curto espaço de tempo nos faz pensar se estamos a fazer a coisa certa.
Quer dizer, eu sei que estou a fazer a coisa certa, mas há outras coisas que eu gostava de fazer, mas se calhar já é tarde para ir atrás delas, para as realizar. Acho que Novembro me faz sentir um pouco sem esperança, por ver mais um ano a acabar, e parece que tenho mais arrependimentos do que momentos para me orgulhar.
25 de outubro de 2015
22 quê!?
Tenho a certeza que a pior idade que se pode ter é 22 anos. Tenho-os e parece que tudo corre mal.
Quer dizer. Não parece. Corre mesmo tudo mal.
Tudo o que tinha para dar certo acaba por dar errado e tudo o que era para dar errado acaba ainda pior.
Não estou a ser dramática juro!
Normalmente sou uma pessoa conformada com a forma como as coisas acontecem mas este ano simplesmente só consigo culpar os 22.
Sim, existem coisas boas. Mas o nosso cérebro por norma lembra-se melhor das piores e isso é muito injusto.
Este ano perdi-me, sem sair da minha própria rotina. Perdi-me na rotina que eu criei, aos 22 anos! Quer dizer, não era suposto sabermos cada vez melhor o nosso caminho? Aparentemente não porque eu começo a ver um padrão nas pessoas à minha volta em que os 22 anos são simplesmente o pior ano das nossas vidas.
Perder o controlo de nós mesmos não é algo fácil de aceitar na nossa idade. Já somos demasiado orgulhosos para pedir o colinho da mamã e das avós por isso sofremos em silêncio e rezamos por dias mais solarengos.
Já me disseram que não melhora. #SorryNotSorry
Destruíram a esperança que eu tinha que aos 23 tudo fosse melhor.
Mas afinal quando é que melhora? Para mim melhora um pouco quando tomo decisões de controlo, por exemplo cortar o cabelo que não cortava à 4 anos, sim eu cortei e foi das melhores coisas deste ano! Outra foi ter deixado de falar com alguém que não me trazia nada de bom para a minha vida. E outra é decidir que quero participar em coisas mesmo sem conhecer ninguém, eu preciso disso, de ultrapassar os meus medos!
Estou em constante desenvolvimento, a maior parte dos dias sinto-me como uma adolescente com problemas de personalidade mas depois vou para a faculdade e levo o murro de realidade. É como se os sentimentos e todas as sensações andassem aqui dentro de mim numa batalha constante para se sobressaírem.
A minha vida aos 22 anos é uma montanha russa, fora de controlo, com muitos altos e baixos, curvas e loops, mas de uma coisa eu tenho a certeza, eu não estou dentro de um círculo, a minha montanha russa só anda para a frente, e isso deixa-me feliz.
Dei por mim a pensar que o mais fundo que atingi foi, aos 22 anos, olhar à minha volta no bar da faculdade e perceber que era a única que estava sozinha. Não vou dizer que vivo super bem com isso, porque não vivo, odeio estar sozinha no meio de confusões, mas isso ajuda-me a perceber que tenho mais tempo para mim, sem ter que gastar o meu tempo com pessoas que provavelmente vou acabar por descobrir que são falsas, porque parece que só atraio esse tipo de pessoa.
Outra coisa que eu já acabei por aceitar(e adorar), e até me consigo imaginar, é ser a solteirona no casamento de amigos que se senta na mesa dos idosos e depois vai enfrascar-se no bar, sim, eu posso ser esse tipo de pessoa, apenas tenho que ter a minha oportunidade.
Ao fim ao cabo a meio dos meus 22, sinto-me feliz com as pessoas que guardo no coração, adoro o facto de não estar presa a ninguém, e de ter uma lista enorme de sonhos estúpidos que estou na idade perfeita para realizar, não sei o que fazer da minha vida (a minha mãe diria: estás a tirar um curso superior que tal dar-lhe uso!) para mim tudo o que é certo é que eu estou cheia de dúvidas, e não sei quando é que se vão resolver.
Sim, tenho 22 anos, estou feliz, sou livre, e estou super-híper-mega-confusa tudo ao mesmo tempo.
Quer dizer. Não parece. Corre mesmo tudo mal.
Tudo o que tinha para dar certo acaba por dar errado e tudo o que era para dar errado acaba ainda pior.
Não estou a ser dramática juro!
Normalmente sou uma pessoa conformada com a forma como as coisas acontecem mas este ano simplesmente só consigo culpar os 22.
Sim, existem coisas boas. Mas o nosso cérebro por norma lembra-se melhor das piores e isso é muito injusto.
Este ano perdi-me, sem sair da minha própria rotina. Perdi-me na rotina que eu criei, aos 22 anos! Quer dizer, não era suposto sabermos cada vez melhor o nosso caminho? Aparentemente não porque eu começo a ver um padrão nas pessoas à minha volta em que os 22 anos são simplesmente o pior ano das nossas vidas.
Perder o controlo de nós mesmos não é algo fácil de aceitar na nossa idade. Já somos demasiado orgulhosos para pedir o colinho da mamã e das avós por isso sofremos em silêncio e rezamos por dias mais solarengos.
Já me disseram que não melhora. #SorryNotSorry
Destruíram a esperança que eu tinha que aos 23 tudo fosse melhor.
Mas afinal quando é que melhora? Para mim melhora um pouco quando tomo decisões de controlo, por exemplo cortar o cabelo que não cortava à 4 anos, sim eu cortei e foi das melhores coisas deste ano! Outra foi ter deixado de falar com alguém que não me trazia nada de bom para a minha vida. E outra é decidir que quero participar em coisas mesmo sem conhecer ninguém, eu preciso disso, de ultrapassar os meus medos!
Estou em constante desenvolvimento, a maior parte dos dias sinto-me como uma adolescente com problemas de personalidade mas depois vou para a faculdade e levo o murro de realidade. É como se os sentimentos e todas as sensações andassem aqui dentro de mim numa batalha constante para se sobressaírem.
A minha vida aos 22 anos é uma montanha russa, fora de controlo, com muitos altos e baixos, curvas e loops, mas de uma coisa eu tenho a certeza, eu não estou dentro de um círculo, a minha montanha russa só anda para a frente, e isso deixa-me feliz.
Dei por mim a pensar que o mais fundo que atingi foi, aos 22 anos, olhar à minha volta no bar da faculdade e perceber que era a única que estava sozinha. Não vou dizer que vivo super bem com isso, porque não vivo, odeio estar sozinha no meio de confusões, mas isso ajuda-me a perceber que tenho mais tempo para mim, sem ter que gastar o meu tempo com pessoas que provavelmente vou acabar por descobrir que são falsas, porque parece que só atraio esse tipo de pessoa.
Outra coisa que eu já acabei por aceitar(e adorar), e até me consigo imaginar, é ser a solteirona no casamento de amigos que se senta na mesa dos idosos e depois vai enfrascar-se no bar, sim, eu posso ser esse tipo de pessoa, apenas tenho que ter a minha oportunidade.
Ao fim ao cabo a meio dos meus 22, sinto-me feliz com as pessoas que guardo no coração, adoro o facto de não estar presa a ninguém, e de ter uma lista enorme de sonhos estúpidos que estou na idade perfeita para realizar, não sei o que fazer da minha vida (a minha mãe diria: estás a tirar um curso superior que tal dar-lhe uso!) para mim tudo o que é certo é que eu estou cheia de dúvidas, e não sei quando é que se vão resolver.
Sim, tenho 22 anos, estou feliz, sou livre, e estou super-híper-mega-confusa tudo ao mesmo tempo.
21 de outubro de 2015
Nos últimos dias dei por mim a pensar em algo para escrever, não me surgiu nada. Até agora. Lembrei-me que podia escrever sobre algo que me atormenta muitas vezes, mais do que as que eu gostaria de admitir para ser sincera. É um assunto complicado, e delicado para mim, porque para quem está de fora é fácil dizer que é uma coisa simples e os meus receios são inúteis porque sem arriscar nunca vou saber.
É assim, eu gosto imenso de fazer uma coisa, porque apesar de não haver praticamente mais nada que eu goste de fazer no mundo, eu tenho medo. Tenho medo da rejeição que pode aparecer ao mostrar ao mundo aquilo que eu gosto de fazer, não é nada de mal, e algumas pessoas mais próximas dizem que eu tenho jeito. Mas eu tenho medo. Eu não queria ter medo, queria simplesmente ter a coragem e a confiança do tamanho de um elefante para conseguir perseguir um sonho.
Adorava ver o mundo fazendo aquilo que eu mais gosto de fazer, e gostava de ser reconhecida e de ter o apoio de pessoas, que para mim seriam fundamentais para alimentar essa confiança. Mas acho que nasci no país errado, aqui simplesmente é impossível seguir o meu sonho sem cair no ridículo.
Queria poder dar à minha mãe um futuro mais luminoso fazendo o que eu gosto, mas mais uma vez, tenho medo.
Eu chego à conclusão que o medo é uma coisa que nos paralisa, e é o que mais nos faz desistir de fazermos o que queremos e o que sonhamos. Dizem que as coisas boas acontecem quando ultrapassamos os nossos medos, mas e se aos ultrapassarmos os nossos medos eles tornam-se reais? Sim, eu penso demasiado, eu ponho em cima da mesa todas as hipóteses, e normalmente as más pesam mais do que as boas.
Mas ainda tenho esperança que um dia o meu medo não me impeça de fazer o que eu gosto, e acho nessa altura, por acreditar em mim, as coisas boas vão finalmente acontecer.
É assim, eu gosto imenso de fazer uma coisa, porque apesar de não haver praticamente mais nada que eu goste de fazer no mundo, eu tenho medo. Tenho medo da rejeição que pode aparecer ao mostrar ao mundo aquilo que eu gosto de fazer, não é nada de mal, e algumas pessoas mais próximas dizem que eu tenho jeito. Mas eu tenho medo. Eu não queria ter medo, queria simplesmente ter a coragem e a confiança do tamanho de um elefante para conseguir perseguir um sonho.
Adorava ver o mundo fazendo aquilo que eu mais gosto de fazer, e gostava de ser reconhecida e de ter o apoio de pessoas, que para mim seriam fundamentais para alimentar essa confiança. Mas acho que nasci no país errado, aqui simplesmente é impossível seguir o meu sonho sem cair no ridículo.
Queria poder dar à minha mãe um futuro mais luminoso fazendo o que eu gosto, mas mais uma vez, tenho medo.
Eu chego à conclusão que o medo é uma coisa que nos paralisa, e é o que mais nos faz desistir de fazermos o que queremos e o que sonhamos. Dizem que as coisas boas acontecem quando ultrapassamos os nossos medos, mas e se aos ultrapassarmos os nossos medos eles tornam-se reais? Sim, eu penso demasiado, eu ponho em cima da mesa todas as hipóteses, e normalmente as más pesam mais do que as boas.
Mas ainda tenho esperança que um dia o meu medo não me impeça de fazer o que eu gosto, e acho nessa altura, por acreditar em mim, as coisas boas vão finalmente acontecer.
2 de agosto de 2015
Aprender a dizer não
Eu tenho este grande problema, que só se torna um problema para mim mesma, que é: Não consigo dizer que não às pessoas - que Não quero falar. que Não quero sair. que Não quero estar com elas. - Sinto-me mal por dizer que não a certas pessoas mas a verdade é que eu não sou como essas pessoas pensam que eu sou e não me podem fazer voltar ao que eu era, ou fazer de mim o que elas querem que eu seja. Eu não sou assim, não sou uma boneca de plasticina que é moldável sempre que alguém se lembra que quer brincar com ela.
As pessoas não percebem mas eu mudei muito de à uns anos para cá. E nos últimos meses eu mesma consigo ver as mudanças, de uma pessoa barulhenta, que odiava silêncio, estar sozinha, estar em casa sem fazer nada, tornei-me exactamente o oposto disso. Aprendi a gostar do silêncio, e sinceramente às vezes sinto-me mais sozinha com outras pessoas do que quando estou mesmo sozinha, gosto de ter a minha bolha, de não ter ninguém sobre a minha cabeça a ver cada passo que dou, tornei-me bastante senhora do meu nariz (um sentimento agridoce para a minha mãe), não gosto ter de me justificar, e odeio, odeio mesmo que me seja imposta a companhia de alguém que é desnecessária.
"Ok, mas é de família" - E? O que é que as batatas têm a haver com o peixe?
"Passou por algo parecido contigo, sente-se sozinha" - Eu aprendi a gostar da minha própria solidão, não é nenhuma pena, não sou obrigada a fazer companhia a alguém que passe pelo mesmo. Milhões de pessoas passam por isto, milhões, não é por ser família que eu tenho que ser benevolente, principalmente se não faz parte de quem eu sou.
Não quero ter que justificar o porquê das coisas, nem me sentir desconfortável na minha casa porque de certa forma é assim que eu me sinto sempre que um familiar meu vem cá.
Eu preciso da minha solidão, agora a minha "solidão" não vai dar comigo em doida, vai fazer-me mais forte para o que aí vem.
Por isso, aprender a dizer Não é algo que eu tenho que fazer urgentemente, mais uma vez, ter amor próprio de vez em quando não faz mal nenhum.
As pessoas não percebem mas eu mudei muito de à uns anos para cá. E nos últimos meses eu mesma consigo ver as mudanças, de uma pessoa barulhenta, que odiava silêncio, estar sozinha, estar em casa sem fazer nada, tornei-me exactamente o oposto disso. Aprendi a gostar do silêncio, e sinceramente às vezes sinto-me mais sozinha com outras pessoas do que quando estou mesmo sozinha, gosto de ter a minha bolha, de não ter ninguém sobre a minha cabeça a ver cada passo que dou, tornei-me bastante senhora do meu nariz (um sentimento agridoce para a minha mãe), não gosto ter de me justificar, e odeio, odeio mesmo que me seja imposta a companhia de alguém que é desnecessária.
"Ok, mas é de família" - E? O que é que as batatas têm a haver com o peixe?
"Passou por algo parecido contigo, sente-se sozinha" - Eu aprendi a gostar da minha própria solidão, não é nenhuma pena, não sou obrigada a fazer companhia a alguém que passe pelo mesmo. Milhões de pessoas passam por isto, milhões, não é por ser família que eu tenho que ser benevolente, principalmente se não faz parte de quem eu sou.
Não quero ter que justificar o porquê das coisas, nem me sentir desconfortável na minha casa porque de certa forma é assim que eu me sinto sempre que um familiar meu vem cá.
Eu preciso da minha solidão, agora a minha "solidão" não vai dar comigo em doida, vai fazer-me mais forte para o que aí vem.
Por isso, aprender a dizer Não é algo que eu tenho que fazer urgentemente, mais uma vez, ter amor próprio de vez em quando não faz mal nenhum.
28 de julho de 2015
Amigo da onça
Todos temos aquelas pessoas na nossa vida que achamos que vão ser nossos amigos para sempre e a até que é um milagre terem entrado na nossa vida (Eu tenho desses amigos). Todos temos desses amigos que assim o são verdadeiramente, mas depois há aqueles que acabamos por descobrir que não são assim tão nossos amigos e que o melhor mesmo é excluir esse tipo de pessoa da nossa vida.
Eu sou o tipo de pessoa que acha que se a pessoa cometeu um erro ela deve ficar com esse peso na consciência, e, mais importante ainda, não deve subestimar a pessoa com a qual cometeram o erro.
Fizeram isso comigo, magoaram-me como eu pensava que com 20 anos não me pudessem magoar e depois subestimaram a minha inteligência porque pensam que eu não soube o que fizeram, e eu não gosto de criar conflitos (e o mundo seria perfeito para mim se a pessoa visse que errou e se afastasse por iniciativa própria da pessoa que magoou) e apesar da pessoa que me magoou ter andado a gritar aos sete ventos que eu fui algo que não fui eu só contei a quem era mais importante a minha versão dos factos, e o mais importante é que essas pessoas acreditaram em mim porque me conhecem verdadeiramente, e o assunto entre nós morreu como começou, tirando a parte que eu já não vivia na ignorância e fazia o esforço enorme durante meses de agir como se não soubesse de nada (um pouco de falsidade dizem uns, um meio de sobrevivência digo eu) quando mentalmente eu visualizava a altura em que eu lhe diria tudo e finalizasse com um murro. E eu aguentei porque planeei afastar-me da pessoa mas essa pessoa não voltou a aparecer em setembro o que facilitou o meu plano. Depois começou a mandar-me mensagens que eu julgava inofensivas até a conversa se tornar mais profunda e eu até às mensagens deixei de responder. (Estúpido da minha parte ter respondido à primeira mas a minha personalidade faz-me querer perdoar as pessoas, querer acreditar que elas mudaram, o que se verifica a maior parte das vezes ser falso.)
Sinceramente, eu não espero, nem quero(!) um pedido de desculpas, fico feliz simplesmente se essa pessoa se afastar, porque eu percebi que ela era daquelas pessoas que nos trazem tristeza sem nós percebermos tornando tudo mais cinzento, que nos puxam para baixo quando achamos que estão a puxar para cima, e de repente quando se afasta o ar torna-se mais leve, o cinzento deixa de o ser e deixamos de ter um peso sobre os ombros.
Conclusão: Se sentimos que alguém não nos faz bem o melhor é deixarmos cada um seguir o seu caminho, e se a pessoa tentar voltar (porque voltam, tentam sempre voltar) é não olhar para trás, continuarmos na nossa vida e deixar que a pessoa vá à vidinha dela.
Eu sou o tipo de pessoa que acha que se a pessoa cometeu um erro ela deve ficar com esse peso na consciência, e, mais importante ainda, não deve subestimar a pessoa com a qual cometeram o erro.
Fizeram isso comigo, magoaram-me como eu pensava que com 20 anos não me pudessem magoar e depois subestimaram a minha inteligência porque pensam que eu não soube o que fizeram, e eu não gosto de criar conflitos (e o mundo seria perfeito para mim se a pessoa visse que errou e se afastasse por iniciativa própria da pessoa que magoou) e apesar da pessoa que me magoou ter andado a gritar aos sete ventos que eu fui algo que não fui eu só contei a quem era mais importante a minha versão dos factos, e o mais importante é que essas pessoas acreditaram em mim porque me conhecem verdadeiramente, e o assunto entre nós morreu como começou, tirando a parte que eu já não vivia na ignorância e fazia o esforço enorme durante meses de agir como se não soubesse de nada (um pouco de falsidade dizem uns, um meio de sobrevivência digo eu) quando mentalmente eu visualizava a altura em que eu lhe diria tudo e finalizasse com um murro. E eu aguentei porque planeei afastar-me da pessoa mas essa pessoa não voltou a aparecer em setembro o que facilitou o meu plano. Depois começou a mandar-me mensagens que eu julgava inofensivas até a conversa se tornar mais profunda e eu até às mensagens deixei de responder. (Estúpido da minha parte ter respondido à primeira mas a minha personalidade faz-me querer perdoar as pessoas, querer acreditar que elas mudaram, o que se verifica a maior parte das vezes ser falso.)
Sinceramente, eu não espero, nem quero(!) um pedido de desculpas, fico feliz simplesmente se essa pessoa se afastar, porque eu percebi que ela era daquelas pessoas que nos trazem tristeza sem nós percebermos tornando tudo mais cinzento, que nos puxam para baixo quando achamos que estão a puxar para cima, e de repente quando se afasta o ar torna-se mais leve, o cinzento deixa de o ser e deixamos de ter um peso sobre os ombros.
Conclusão: Se sentimos que alguém não nos faz bem o melhor é deixarmos cada um seguir o seu caminho, e se a pessoa tentar voltar (porque voltam, tentam sempre voltar) é não olhar para trás, continuarmos na nossa vida e deixar que a pessoa vá à vidinha dela.
Subscrever:
Comentários (Atom)