Tenho a certeza que a pior idade que se pode ter é 22 anos. Tenho-os e parece que tudo corre mal.
Quer dizer. Não parece. Corre mesmo tudo mal.
Tudo o que tinha para dar certo acaba por dar errado e tudo o que era para dar errado acaba ainda pior.
Não estou a ser dramática juro!
Normalmente sou uma pessoa conformada com a forma como as coisas acontecem mas este ano simplesmente só consigo culpar os 22.
Sim, existem coisas boas. Mas o nosso cérebro por norma lembra-se melhor das piores e isso é muito injusto.
Este ano perdi-me, sem sair da minha própria rotina. Perdi-me na rotina que eu criei, aos 22 anos! Quer dizer, não era suposto sabermos cada vez melhor o nosso caminho? Aparentemente não porque eu começo a ver um padrão nas pessoas à minha volta em que os 22 anos são simplesmente o pior ano das nossas vidas.
Perder o controlo de nós mesmos não é algo fácil de aceitar na nossa idade. Já somos demasiado orgulhosos para pedir o colinho da mamã e das avós por isso sofremos em silêncio e rezamos por dias mais solarengos.
Já me disseram que não melhora. #SorryNotSorry
Destruíram a esperança que eu tinha que aos 23 tudo fosse melhor.
Mas afinal quando é que melhora? Para mim melhora um pouco quando tomo decisões de controlo, por exemplo cortar o cabelo que não cortava à 4 anos, sim eu cortei e foi das melhores coisas deste ano! Outra foi ter deixado de falar com alguém que não me trazia nada de bom para a minha vida. E outra é decidir que quero participar em coisas mesmo sem conhecer ninguém, eu preciso disso, de ultrapassar os meus medos!
Estou em constante desenvolvimento, a maior parte dos dias sinto-me como uma adolescente com problemas de personalidade mas depois vou para a faculdade e levo o murro de realidade. É como se os sentimentos e todas as sensações andassem aqui dentro de mim numa batalha constante para se sobressaírem.
A minha vida aos 22 anos é uma montanha russa, fora de controlo, com muitos altos e baixos, curvas e loops, mas de uma coisa eu tenho a certeza, eu não estou dentro de um círculo, a minha montanha russa só anda para a frente, e isso deixa-me feliz.
Dei por mim a pensar que o mais fundo que atingi foi, aos 22 anos, olhar à minha volta no bar da faculdade e perceber que era a única que estava sozinha. Não vou dizer que vivo super bem com isso, porque não vivo, odeio estar sozinha no meio de confusões, mas isso ajuda-me a perceber que tenho mais tempo para mim, sem ter que gastar o meu tempo com pessoas que provavelmente vou acabar por descobrir que são falsas, porque parece que só atraio esse tipo de pessoa.
Outra coisa que eu já acabei por aceitar(e adorar), e até me consigo imaginar, é ser a solteirona no casamento de amigos que se senta na mesa dos idosos e depois vai enfrascar-se no bar, sim, eu posso ser esse tipo de pessoa, apenas tenho que ter a minha oportunidade.
Ao fim ao cabo a meio dos meus 22, sinto-me feliz com as pessoas que guardo no coração, adoro o facto de não estar presa a ninguém, e de ter uma lista enorme de sonhos estúpidos que estou na idade perfeita para realizar, não sei o que fazer da minha vida (a minha mãe diria: estás a tirar um curso superior que tal dar-lhe uso!) para mim tudo o que é certo é que eu estou cheia de dúvidas, e não sei quando é que se vão resolver.
Sim, tenho 22 anos, estou feliz, sou livre, e estou super-híper-mega-confusa tudo ao mesmo tempo.
25 de outubro de 2015
21 de outubro de 2015
Nos últimos dias dei por mim a pensar em algo para escrever, não me surgiu nada. Até agora. Lembrei-me que podia escrever sobre algo que me atormenta muitas vezes, mais do que as que eu gostaria de admitir para ser sincera. É um assunto complicado, e delicado para mim, porque para quem está de fora é fácil dizer que é uma coisa simples e os meus receios são inúteis porque sem arriscar nunca vou saber.
É assim, eu gosto imenso de fazer uma coisa, porque apesar de não haver praticamente mais nada que eu goste de fazer no mundo, eu tenho medo. Tenho medo da rejeição que pode aparecer ao mostrar ao mundo aquilo que eu gosto de fazer, não é nada de mal, e algumas pessoas mais próximas dizem que eu tenho jeito. Mas eu tenho medo. Eu não queria ter medo, queria simplesmente ter a coragem e a confiança do tamanho de um elefante para conseguir perseguir um sonho.
Adorava ver o mundo fazendo aquilo que eu mais gosto de fazer, e gostava de ser reconhecida e de ter o apoio de pessoas, que para mim seriam fundamentais para alimentar essa confiança. Mas acho que nasci no país errado, aqui simplesmente é impossível seguir o meu sonho sem cair no ridículo.
Queria poder dar à minha mãe um futuro mais luminoso fazendo o que eu gosto, mas mais uma vez, tenho medo.
Eu chego à conclusão que o medo é uma coisa que nos paralisa, e é o que mais nos faz desistir de fazermos o que queremos e o que sonhamos. Dizem que as coisas boas acontecem quando ultrapassamos os nossos medos, mas e se aos ultrapassarmos os nossos medos eles tornam-se reais? Sim, eu penso demasiado, eu ponho em cima da mesa todas as hipóteses, e normalmente as más pesam mais do que as boas.
Mas ainda tenho esperança que um dia o meu medo não me impeça de fazer o que eu gosto, e acho nessa altura, por acreditar em mim, as coisas boas vão finalmente acontecer.
É assim, eu gosto imenso de fazer uma coisa, porque apesar de não haver praticamente mais nada que eu goste de fazer no mundo, eu tenho medo. Tenho medo da rejeição que pode aparecer ao mostrar ao mundo aquilo que eu gosto de fazer, não é nada de mal, e algumas pessoas mais próximas dizem que eu tenho jeito. Mas eu tenho medo. Eu não queria ter medo, queria simplesmente ter a coragem e a confiança do tamanho de um elefante para conseguir perseguir um sonho.
Adorava ver o mundo fazendo aquilo que eu mais gosto de fazer, e gostava de ser reconhecida e de ter o apoio de pessoas, que para mim seriam fundamentais para alimentar essa confiança. Mas acho que nasci no país errado, aqui simplesmente é impossível seguir o meu sonho sem cair no ridículo.
Queria poder dar à minha mãe um futuro mais luminoso fazendo o que eu gosto, mas mais uma vez, tenho medo.
Eu chego à conclusão que o medo é uma coisa que nos paralisa, e é o que mais nos faz desistir de fazermos o que queremos e o que sonhamos. Dizem que as coisas boas acontecem quando ultrapassamos os nossos medos, mas e se aos ultrapassarmos os nossos medos eles tornam-se reais? Sim, eu penso demasiado, eu ponho em cima da mesa todas as hipóteses, e normalmente as más pesam mais do que as boas.
Mas ainda tenho esperança que um dia o meu medo não me impeça de fazer o que eu gosto, e acho nessa altura, por acreditar em mim, as coisas boas vão finalmente acontecer.
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