Nos últimos dias dei por mim a pensar em algo para escrever, não me surgiu nada. Até agora. Lembrei-me que podia escrever sobre algo que me atormenta muitas vezes, mais do que as que eu gostaria de admitir para ser sincera. É um assunto complicado, e delicado para mim, porque para quem está de fora é fácil dizer que é uma coisa simples e os meus receios são inúteis porque sem arriscar nunca vou saber.
É assim, eu gosto imenso de fazer uma coisa, porque apesar de não haver praticamente mais nada que eu goste de fazer no mundo, eu tenho medo. Tenho medo da rejeição que pode aparecer ao mostrar ao mundo aquilo que eu gosto de fazer, não é nada de mal, e algumas pessoas mais próximas dizem que eu tenho jeito. Mas eu tenho medo. Eu não queria ter medo, queria simplesmente ter a coragem e a confiança do tamanho de um elefante para conseguir perseguir um sonho.
Adorava ver o mundo fazendo aquilo que eu mais gosto de fazer, e gostava de ser reconhecida e de ter o apoio de pessoas, que para mim seriam fundamentais para alimentar essa confiança. Mas acho que nasci no país errado, aqui simplesmente é impossível seguir o meu sonho sem cair no ridículo.
Queria poder dar à minha mãe um futuro mais luminoso fazendo o que eu gosto, mas mais uma vez, tenho medo.
Eu chego à conclusão que o medo é uma coisa que nos paralisa, e é o que mais nos faz desistir de fazermos o que queremos e o que sonhamos. Dizem que as coisas boas acontecem quando ultrapassamos os nossos medos, mas e se aos ultrapassarmos os nossos medos eles tornam-se reais? Sim, eu penso demasiado, eu ponho em cima da mesa todas as hipóteses, e normalmente as más pesam mais do que as boas.
Mas ainda tenho esperança que um dia o meu medo não me impeça de fazer o que eu gosto, e acho nessa altura, por acreditar em mim, as coisas boas vão finalmente acontecer.
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